quarta-feira, 15 de agosto de 2012

LAMBE-LAMBE É O MELHOR


Antigamente, foto 3X4 era no lambe-lambe da Praça da Matriz. O cara enfiava a cabeça por trás de um pano preto e zapt! Minutos depois, você saía com as fotos para seus documentos. Fácil, prático e rápido. Mas, com a ...
chegada das máquinas digitais, os lambe-lambes foram, pouco a pouco sumindo das praças.
Para preservar a memória dos últimos representantes da categoria, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-RJ) iniciou um levantamento desses cronistas visuais que ainda existem no estado.Testemunhas privilegiadas das transformações pelas quais o Rio passou desde o início do século XIX, os lambe-lambes estão praticamente em extinção. Até agora, foram localizados cinco fotógrafos de jardim (como a profissão era chamada em seu auge). Entre eles, há desde os que já não trabalham mais no ofício aos que ainda sobrevivem da fotografia.
Dos oito lambe-lambes que trabalhavam no Jardim do Méier, só restou um. Aos 83 anos, o português Bernardo Soares Lobo ainda marca ponto por lá, às segundas, terças e quartas. Da velha câmera, não saem mais imagens. Seu Lobo se rendeu à fotografia digital e hoje usa o antigo equipamento de trabalho apenas como um chamariz. Com orgulho, lembra de já ter fotografado Tenório Cavalcanti, político que ficou conhecido como o Homem da Capa Preta, e Dercy Gonçalves. E diz que não consegue abandonar o jardim onde está há 54 anos.
Outro que ainda não abandonou o batente e que também usa máquina digital é Osvaldo de Andrade Neves, de 66 anos. Há quatro décadas, diariamente, ele monta sua máquina na Praça da Matriz, em São João de Meriti. Ele admite que o movimento caiu com o passar dos anos, mas diz que ainda tira da fotografia o sustento da família.
Legal, isso! Vou lá conhecer o Seu Osvaldo e tirar umas fotinhas. Afinal, ele é a história de uma profissão em pessoa.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Halls de uva verde volta com grande estilo!


Um fã fervoroso organizou via Orkut uma campanha para que a melhor bala do mundo, segundo ele, voltasse a ser fabricada.
Diego Barrabas, de São João do Meriti, no Rio de Janeiro, e mais muitos adoradores da bala conseguiram que a Halls de uva verde fosse relançada. Mas, o que ele nem ninguém esperava, era que o relançamento fosse em grandíssimo estilo. E, ainda por cima, gostoso!
Gustavo de Magalhães, Leonardo Muela e Marcelo Amp são três artistas de São Paulo que homenagearam o fã da bala e a volta dela no mercado com uma estátua feita de 5 mil balas de... uva verde, claro!
Demais, né? Até os óculos não esqueceram de colocar!
Quem aí ficou feliz com o retorno desse sabor?

OKRASINHA, um fusca!

Hoje vou só postar essa foto do Okrasinha, primo do LED. Mais um dos fusquinhas que ainda resistem pelas ruas do Rio de Janeiro. Só que o LED não participa de 1.000 milhas, como esse carinha aí de baixo.
VW Okrasa_yellow lights #1

terça-feira, 12 de junho de 2012

O DIA QUE MEU FUSCA VIROU BEATLE

[ABBEY_01.jpg]

História pubicada no site http://www.thebeatles.com.br/
em outubro de 2004, na coluna BeatleFics sob o pseudônimo Edmundo Macalé.

Em agosto de 1969, eu estava em Londres. Como o Brasil atravessava um período muito difícil, resolvi me exilar nestas terras por onde às vezes o tempo parece não passar, mas passa. Na época tinha 22 anos e até então nunca havia sido, nem me sentido como um Beatlemaníaco. Mas naquela doce manhã de agosto, mais precisamente no dia 8, aconteceu um fato que mudou bastante minha vida e a forma de ver as coisas. Vivia hospedado na casa de um casal de amigos. Desmond e Molly Jones, numa rua chamada Abbey Road. Nesta rua, ao lado da casa dos meus amigos, havia o famoso estúdio onde os Beatles gravavam todos os seus sucessos. Desde que cheguei, me acostumei a ver todos os dias um monte de fãs que viviam aglomerados ao lado do muro na árdua tentativa de ver um dos quatro Beatles, ou os quatro. Mas nunca tinha prestado maiores atenções. Pois bem, naquela época eu tinha (e ainda tenho!) um fusquinha branco, ano 1966, placa 28IF.
Levantei bem cedo, pois havia marcado uma entrevista para um possível emprego. Quando saí de casa, tomei um susto! Lá fora havia muito mais fãs do que de costume. Estavam todos muito agitados. Havia também um batalhão de fotógrafos. Indaguei com um vizinho - um certo Mr. Mustard - sobre o que estava acontecendo. Ele me disse que os Beatles iriam fazer uma sessão de fotos para a capa do seu novo álbum. Bem ali, no meio da rua. Me disse também que a polícia havia fechado o trânsito pela próxima meia hora. Meia hora? Não era possível. Iria perder minha entrevista! Meio chateado e meio descontente, decidi fazer parte daquilo tudo e fui me juntar, curioso, ao bando de fãs para ver o que aconteceria.
Qual não foi minha surpresa ao ver os quatro Beatles sairem do estúdio e formar uma fila indiana bem na beira da calçada, perto de onde eu estava. A tal foto seria tirada quando eles estivessem no meio da faixa de pedestres. Pelo local onde o fotógrafo deles se posicionou, percebi que naquela foto haveria um coadjuvante muito especial: Meu fusquinha branco estacionado na porta de casa. A sessão não demorou tanto. Mais ou menos uns dez minutos. Eles atravessaram a faixa sete vezes. Indo e vindo. Então o fotógrafo gritou: “Ok. I got it!”. Os quatro Beatles foram atenciosos com os fãs e distribuiram vários autógrafos antes da polícia liberar o trãnsito. Depois, voltaram para o estúdio e a multidão foi se dispersando.
Corri para meu fusquinha e consegui o emprego! Como disse, aquele dia mudou minha vida. Hoje sou um velho Beatlemaníaco e guardo com muito carinho tudo o que se refere a eles. Principalmente as lembranças. Tenho uma coleção de artefatos maravilhosos, dentre os quais, com certeza, o preferido é meu fusquinha branco que ficou imortalizado na capa do LP Abbey Road. Aquele disco foi o último dos Beatles como conjunto. Curioso é que se encerra com um verso que significa muito para cada fã: “ E, no final, o amor que você leva é igual ao amor que você faz”. Thanks, Beatles!

Suzano fornecerá papel para a Rio+20

Produtos escolhidos para o evento possuem pegadas de carbono calculadas e certificadas
 
A Suzano Papel e Celulose informou que será a fornecedora oficial de papel da Rio+20, evento que será realizado entre os dias 13 e 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo a empresa, os produtos escolhidos foram o Suzano Report 360° e o Alta Alvura, que contam com suas pegadas de carbono (quantidade de dióxido de carbono - CO2 - que produzimos simplesmente levando nossas vidas diárias) calculadas, certificadas com o selo Carbon Reduction Label (concedido pela Carbon Trust) e compensadas por meio da compra de créditos de carbono.
Ainda segundo a empresa, cerca de 750 mil folhas de Suzano Report 360° estarão disponíveis nas ilhas de impressão do Riocentro e 50 mil blocos de anotação impressos em Alta Alvura serão distribuídos aos participantes.

Suzano
http://www.suzano.com.br/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


MERCADO: Abigraf manifesta insatisfação da indústria gráfica com campanha publicitária do Itaú
Através de carta, entidade manifestou sua posição em relação à campanha do banco
A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) manifestou sua insatisfação em relação à nova campanha publicitária do Banco Itaú, na qual um bebê dá gargalhadas ao ver seu pai rasgando um extrato bancário e que prega que o papel deve ser utilizado para fins mais importantes, dando a entender que a impressão causa danos ao meio ambiente. Através da campanha “Imprimir é dar Vida”, a entidade gráfica brasileira vem realizando esforço para desvincular a imagem de que a impressão é prejudicial ao meio ambiente, já que segundo ela, todo o papel utilizado no país para este fim tem origem em florestas plantadas, destinadas especialmente para suprir esta demanda.
O presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara
Assim, no último mês de janeiro, a Abigraf encaminhou uma carta à presidência e vice-presidência do banco, relatando os equívocos presentes na campanha. Já em 8 de fevereiro, dirigentes da entidade reuniram-se com o vice-presidente e o diretor do banco para expor a insatisfação do setor. A entidade argumenta que o discurso sustentado no comercial, de que a suspensão dos extratos impressos pelos clientes contribuiria para “um mundo mais sustentável”, não condiz com as características da produção de papel e celulose nacional. Além da visita ao Itaú, pelo menos dez entidades ligadas à cadeia da comunicação impressa, juntamente com a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) e as federações das indústrias dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais (FIRJAN e FIEMG) encaminharam cartas aos diretores do banco solicitando uma revisão conceitual da campanha. “Não podemos aceitar que uma instituição do porte do Itaú preste esse desserviço à sociedade, transformando o papel de imprimir em vilão. Principalmente quando sabemos que o principal objetivo dessa campanha é a busca da redução de custos operacionais”, argumenta o presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara.
Abigraf
www.abigraf.org.br
Publicado em 28/02/12