terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


MERCADO: Abigraf manifesta insatisfação da indústria gráfica com campanha publicitária do Itaú
Através de carta, entidade manifestou sua posição em relação à campanha do banco
A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) manifestou sua insatisfação em relação à nova campanha publicitária do Banco Itaú, na qual um bebê dá gargalhadas ao ver seu pai rasgando um extrato bancário e que prega que o papel deve ser utilizado para fins mais importantes, dando a entender que a impressão causa danos ao meio ambiente. Através da campanha “Imprimir é dar Vida”, a entidade gráfica brasileira vem realizando esforço para desvincular a imagem de que a impressão é prejudicial ao meio ambiente, já que segundo ela, todo o papel utilizado no país para este fim tem origem em florestas plantadas, destinadas especialmente para suprir esta demanda.
O presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara
Assim, no último mês de janeiro, a Abigraf encaminhou uma carta à presidência e vice-presidência do banco, relatando os equívocos presentes na campanha. Já em 8 de fevereiro, dirigentes da entidade reuniram-se com o vice-presidente e o diretor do banco para expor a insatisfação do setor. A entidade argumenta que o discurso sustentado no comercial, de que a suspensão dos extratos impressos pelos clientes contribuiria para “um mundo mais sustentável”, não condiz com as características da produção de papel e celulose nacional. Além da visita ao Itaú, pelo menos dez entidades ligadas à cadeia da comunicação impressa, juntamente com a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) e as federações das indústrias dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais (FIRJAN e FIEMG) encaminharam cartas aos diretores do banco solicitando uma revisão conceitual da campanha. “Não podemos aceitar que uma instituição do porte do Itaú preste esse desserviço à sociedade, transformando o papel de imprimir em vilão. Principalmente quando sabemos que o principal objetivo dessa campanha é a busca da redução de custos operacionais”, argumenta o presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara.
Abigraf
www.abigraf.org.br
Publicado em 28/02/12


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